A chegada de um bebê deveria ser um momento de alegria e acolhimento. Contudo, para muitas mulheres, essa experiência é marcada por situações de desrespeito e abuso, conhecidas como violência obstétrica. Este artigo aborda o conceito, exemplos de práticas prejudiciais durante o parto, os efeitos negativos na saúde da mãe e do recém-nascido, além de informar sobre os direitos das gestantes e como denunciar tais práticas.
A violência obstétrica refere-se a qualquer forma de abuso, desrespeito ou tratamento desumanizado direcionado à mulher durante a gestação, parto ou pós-parto. Essa violência pode ser física, verbal, psicológica ou sexual, praticada por profissionais de saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se da apropriação do corpo da mulher e dos processos reprodutivos por meio de tratamento desumanizado, medicação abusiva ou patologização dos processos naturais, reduzindo a autonomia da paciente e sua capacidade de tomar decisões livres sobre seu corpo e sexualidade.
Diversas práticas durante o parto são consideradas formas de violência obstétrica. Algumas delas incluem:
Realizar uma cesariana sem indicação médica adequada, desrespeitando o desejo da mulher pelo parto normal, configura violência obstétrica. A cesárea, quando realizada sem necessidade, pode aumentar os riscos de complicações para a mãe e o bebê.
A episiotomia é um corte realizado entre a vagina e o ânus para ampliar o canal de parto. Sua realização sem consentimento ou sem real necessidade é uma forma de violência, podendo causar dores crônicas e dificuldades na relação sexual.
Consiste em aplicar pressão sobre a barriga da mulher para facilitar a saída do bebê. Essa prática é desaconselhada por órgãos de saúde devido aos riscos de lesões internas graves e traumas para o bebê.
Recusar ou não oferecer métodos de alívio da dor durante o trabalho de parto, sejam eles farmacológicos ou não, desconsidera o sofrimento da mulher e configura uma forma de violência.
Desde 2005, a legislação brasileira garante à gestante o direito de ter um acompanhante de sua escolha durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Negar esse direito é uma violação legal e emocional.
As práticas de violência obstétrica podem acarretar consequências graves tanto para a mãe quanto para o recém-nascido.
É fundamental que as gestantes conheçam seus direitos para se protegerem contra a violência obstétrica.
Caso a gestante seja vítima de violência obstétrica, é importante tomar as seguintes medidas:
A melhor forma de combater a violência obstétrica é a prevenção e a informação. Algumas dicas para garantir um parto respeitoso:
Busque obstetras e hospitais que tenham boas recomendações sobre humanização no parto.
Escreva suas preferências e direitos em relação ao trabalho de parto e compartilhe com a equipe médica.
Inclua pontos como: métodos de alívio da dor, intervenções permitidas e quem será o acompanhante.
Leia sobre os direitos das gestantes e os protocolos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Participe de grupos sobre humanização do parto.
O parceiro, familiar ou doula pode ajudar a garantir que os desejos da gestante sejam respeitados.
Ele pode questionar e registrar casos de violência caso ocorram.
A violência obstétrica é uma realidade que afeta milhares de mulheres, trazendo consequências físicas e emocionais tanto para a mãe quanto para o bebê. No entanto, a informação é uma grande aliada para garantir um parto respeitoso e humanizado.
Saber identificar práticas abusivas, exigir seus direitos e denunciar são passos fundamentais para combater essa forma de violência. O parto deve ser um momento de acolhimento, e toda mulher tem direito a ser tratada com dignidade, respeito e amor. 💖
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